A medida da zona fetal da glândula adrenal na ultrassonografia 2D oferece mais acurácia na predição de nascimentos pré-termos do que a espessura cervical, narraram pesquisadores no encontro anual da Sociedade de Medicina Materno Fetal em Chicago.
Um estudo de autópsia realizado em 1971demonstrou que o peso de glândulas adrenais é maior em fetos pré termos do que em fetos a termo, disse o Dr. Ozhan Turan, da Universidade de Maryland em Baltimore.O peso aumentado esta relacionado a zona fetal desta glândula, que esta ativa apenas na vida fetal e desaparece apõs o nascimento. O tamanho desta zona portanto, é bem maior antes do bebê nascer.
Em pesquisa recente Dr. Turan e colaboradores utilizaram o volume da glandula adrenal medido pelo ultra-som 3D como preditor do parto pré termo. Entretanto, muito centros ainda se utilizam apenas do ultra-som 2D.
Neste estudo corrente demonstraram que a analise da zona fetal pelo 2D também pode ser um bom preditor do parto pré-termo.
Em 62 gestantes que apresentaram contração entre 23 a 37 semanas, os pesquisadores mediram o tamanho da glândula adrenal toda ( D) e da zona fetal ( d) e calcularam a relação entre d e D como um índice de alargamento.
Essa relação, não relacionando a área cervical da glândula, foi correlacionada com o tempo entre a realização do ultra-som e o nascimento (r=0,47 , p = 0,001), relataram no trabalho.
De qualquer maneira a relação d e D foi maior em bebês com nascimento pré termo< 7 dias do que os outros bebës (p< 0.001), relatam os autores.
Se este marcador fetal for incorporado à rotina de avaliação de gestantes com sintomas de trabalho de parto, os custos hospitalares relacionados à prevenção da prematuridade devem cair, disse o Dr. Turann. Desta forma, “não estaremos admitindo pacientes somente pelo fato de terem contrações, complementa o médico”.
Fonte do artigo: www.auntminnie.com
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