Diagnóstico pré-natal de placenta acreta reduz o risco de hemorragia materna, de acordo com o trabalho publicado na edição de janeiro do Obstetrics and Gynecoloy.Além disso, antecipação do parto para 34 ou 35 semanas nestas pacientes não aumenta significativamente a morbidade perinatal.
Estas são algumas das conclusões apresentadas pela Dra. Gladys A. Ramos e colaboradores da Universidade da Califórnia que procuraram neste trabalho examinar o impacto do diagnóstico precoce de placenta acreta no planejamento obstétrico destas pacientes.
Na revisão de todos os casos de placenta acreta ocorridos naquele centro de 1990 a 2008, os pesquisadores estratificaram os dados de acordo como a condição foi ou não reconhecida após o parto.
Às mulheres com diagnóstico pré-parto de acretismo foi recomendado parto eletivo cesáreo com histeretomia ás 34 a 35 semanas de gestação, 48 horas após injeção intra-muscular de betametazona para maturidade pulmonar fetal.
Registros médicos completos foram obtidos de 99 pacientes incluindo 62 que tiveram o diagnóstico antes do parto. Essas mulheres tiveram tempos de internação hospitalar significantemente maiores do que as que tiveram o diagnóstico de acretismo durante o parto (7.4 dias X 5.5 dias, p = 0,01).
Entretanto , um diagnóstico pré-natal do acretismo placentário, segundo os pesquisadores está relacionado à menor taxa de utilização de transfusão sanguínea ( 4.7 U x 6.9 U;p = 0.02) e menor taxa estimada de perda sanguínea (2344 mL X 2951 mL; p= 0.053). Não foram observadas diferenças significativas relacionadas à complicações cirúrgicas.Bebês nascidos de mães com diagnóstico pré-natal de acretismo apresentam maior taxa de uso de esteróides ( 65% X 16%, p< 0,0001) e admissão em UTI neonatal ( 86% X 60%), assim como a permanência hospitalar mais prolongada. ( 10,7 X 6,9 dias, p = 0,006).
Mas, não foram constatadas diferenças significativas entre os grupos no que diz respeito a tempo de internação em UTI neonatal, freqüência respiratória , necessidade de intubação , ou terapia de surfactante neonatal - e a longa permanência do neonato no hospital têm , segundo os autores, uma relação com a maior permanência da mãe. “ Baseado nos dados deste estudo , o diagnóstico pré-natal parece ser o fator chave para otimizar o segmento, tratamento e parto de pacientes com placenta acreta” notam os pesquisadores.
Quando o acretismo placentário não é diagnosticado previamente, as condutas podem resultar em “ histerectomias de emergência muitas vezes realizadas a noite e com risco de hemorragias. Placenta prévia e histórico de cesárea anterior ou outro tipo de cirurgia uterina aumenta sobremaneira o risco de acretismo placentário.
”Qualquer mulher que apresente os fatores de risco...deve ser encaminhada à um bom serviço de imagem para verificar e diagnosticar processos de placentação invasiva” complementa o autor. Obstet Gynecol 2010;115:65-69.
Fonte da matéria www.auntminnie.com
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