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RSNA 2009
RM por perfusão auxilia no tratamento de tumores cerebrais
 

Um grupo de pesquisadores do interior do Estado de São Paulo fez sucesso na apresentação do trabalho no RSNA. Trata-se do Grupo liderado pelo Dr. Augusto Mamere do Hospital do Câncer em Barretos que apresentou trabalho sobre Uso de RM por perfusão na conduta terapêutica de tumores metastáticos cerebrais.

“Pesquisadores brasileiros acabam de apresentar um trabalho no RSNA Annual Metting 2009, um dos maiores eventos de diagnóstico por imagem do mundo, demonstrando que as técnicas de exame de RM com perfusão com contraste dinâmico susceptível permitem que os médicos determinem os melhores meios de tratar os pacientes com tumores malignos cerebrais.

Uma forma é utilizar padrões de reperfusão em RM que demonstrem, num primeiro momento o grau de oxigenação do tumor, correlacionando este achado com a informação de que tumores bem oxigenados respondem melhor à terapias radiativas ao contrário dos tumores hipóxicos que são baixamente responsíveis à esta modalidade de tratamento.

Em um dos estudos, Dr. Augusto Mamere do Hospital do Câncer de Barretos e colegas calcularam o volume de fluxo sanguíneo cerebral relativo pré terapêutico e o fluxo relativo sanguíneo peritumoral.

Cerca de 25 pacientes com variedades diferentes de metástases de câncer pulmonar , tumores aparentemente bem oxigenados responderam melhor do que os tumores hipóxicos, comentou o apresentador.

Revisando prontuários os pesquisadores identificaram 14 pacientes que responderam ao tratamento e 11 pacientes que não responderam, de acordo com os critérios básicos estabelecidos.O grupo selecionou um nódulo mensurável – pelo menos 10 mm- para seguimento posterior. Todos pacientes receberam 30 Gy terapia por irradiação global cerebral para metástases.

Mamere e colaboradores mediram o tamanho do tumor pós tratamento e comparado com as dimensões adquiridas na RM uma semana após o início do tratamento.

Os pesquisadores empregaram técnica de RM por difusão ,utilizando susceptibilidade dinâmica e meio de contraste para estimar a densidade dos microvasos tumorais.O valor médio de volume sanguíneo entre os tumores que responderam à radioterapia foi de 6,33 comparado com 3,03 entreos tumores onde não se observou mudanças favoráveis. Segundo Mamere a diferença é estatisticamente significativa (p<0.05).

Similarmente, o valor médio de fluxo sanguíneo num tumor, foi de 5,24 entre os pacientes julgados responsivos, em comparação com 2,77 entre aqueles que não responderam ( p<0,05).

“Estes dados preliminares evidenciam que a avaliação pré tratamento por RM perfusão analisando volume de fluxo sanguíneo potencialmente pode predizer que tipo de metástases cerebrais são responsivas à radioterapia” comenta Mamere.

Apesar do estudo ser preliminar, Dr. Zoran Rumboldt, chefe do setor de Neuroradiologia da Universidade Charleston da Carolina do Sul, como co-moderador da seção de apresentação do trabalho no RSNA disse que “as informações contidas no estudo pode ser úteis no planejamento terapêutico de diferentes pacientes. Se ficar evidente que aquele tipo de lesão não responde à radioterapia pode-se tentar a quimioterapia ou procedimento cirúrgico, por exemplo”.

Co-moderador Dr. Edmond Knopp, professor associado de radiologia e neurocirurgia na Faculdade de Medicina da Universidade de Nova Iorque comentou que o estudo de Mamere, assim como outros apresentados na mesma seção , indicam que as novas tecnologias de imagem podem oferecer uma série de informações relevantes ao paciente na fase pré tratamento, mas “o numero de pacientes destes estudos ainda é pequeno . Necessitamos de ampliar o numero de pacientes avaliados antes destes procedimentos serem utilizados de forma protocolar”.

Fonte do artigo www.auntminnie.com

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