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Histeroscopia x Ultra-sonografia
 

Com a evolução crescente da ultra-sonografia com o uso de transdutores de banda larga, harmônica, contrastes ecográficos e aperfeiçoamento dos softwares de 3D e renderização de imagem o estudo das lesões da cavidade uterina tornou-se objeto freqüente deste método, tanto pela praticidade como pelo baixo custo do exame. Mesmo assim,a histeroscopia continua sendo o padrão ouro no estudo da cavidade endometrial graças à sua acurácia, bem como a possibilidade de coletar material para exame anátomo patológico como exerese de pequenas lesões polipóides e outros tecidos sésseis.Cresce o número de trabalhos comparando os dois métodos e , até a presente data, nenhum conseguiu refutar a supremacia da histerescopia em relação à ultra-sonografia.Recentemente a Dra. Laura Osthof defendeu tese de mestrado sobre o tema com o título: “Achados da vídeo-histeroscopia em pacientes encaminhadas a um centro de referência para avaliação de alterações ultrassonográficas do endométrio”.


Achados da vídeo-histeroscopia em pacientes encaminhadas a um centro de referência para avaliação de alterações ultrassonográficas do endométrio
Autora: Laura Osthoff.
Orientador: Hilton Augusto Koch.
[Dissertação de Mestrado]. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro; 2009.
As pacientes com câncer ginecológico cujo diagnóstico/tratamento sejam feitos precocemente apresentam melhor sobrevida. Foi observado que, na neoplasia do endométrio, a imagem ultrassonográfica exibe alterações, sem defini-las. Considerando o ganho de informações que se pode obter com as imagens endoscópicas, tais modificações foram avaliadas para serem identificadas, assegurando o cuidado integral das pacientes com o segundo câncer ginecológico em incidência.
OBJETIVO: Avaliar a concordância da imagem endometrial pela vídeo-histeroscopia e pela ultrassonografia.
MÉTODO: Análise retrospectiva de 1.561 laudos endoscópicos, no período de 1999 a 2005, realizados na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Foram selecionados 766 que apresentavam imagem endometrial alterada na ultrassonografia. Esses laudos ultrassonográficos, de origens diversas, não foram realizados em um único serviço de radiologia, com um mesmo aparelho e equipe homogênea. Foi avaliada a acurácia das imagens vídeo-histeroscópicas em relação às ultrassonográficas do endométrio alterado, com exame dicotomizado em imagens benignas e complexas. Foram também analisadas por ocasião da menacme e pós-menopausa.
RESULTADOS: Foi utilizado, para este estudo, a análise descritiva com apresentação de tabelas contendo as frequências e os percentuais, e o teste de hipótese não paramétrico do qui-quadrado com o objetivo de encontrar o valor de dispersão para as duas variáveis estudadas. Foi encontrada uma maior incidência de hipertrofias benignas: pólipos (58,7%), hipertrofias simples (13,3%), endometrites (3,5%), miomatose (6,0%), outros (17,6%), cavidade sem alterações (0,9%), baixa incidência de hipertrofias complexas na menacme e 5,3 vezes maior na pós-menopausa.
CONCLUSÃO: Há concordância entre as variáveis ultrassonográficas do endométrio alterado e o diagnóstico histeroscópico, porém com melhor definição da imagem para o segundo método.

fonte do artigo: www.scielo.br

 

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