Um grupo internacional de cientistas descobriu que problemas cardiovasculares existem desde os primórdios da humanidade. Já eram conhecidos pelos antigos egípcios, indicando que é preciso olhar além dos fatores de risco modernos para compreender adequadamente a gênese das doenças do coração. Os pesquisadores identificaram a formação de placas de arteriosclerose em múmias com cerca de 3,5 mil anos. O endurecimento da parede arterial, causada pelo depósito de gordura, cálcio ou outras substâncias na parede das artérias, pode provocar infarto ou derrame. O estudo foi apresentado em reunião da American Heart Association nesta terça-feira (17/11), em Orlando, nos Estados Unidos, por Randall Thompson, professor de medicina do Mid America Heart Institute. Um artigo sobre a pesquisa será publicado na próxima edição do Journal of the American Medical Association (JAMA). O grupo usou tomografia computadorizada para examinar 20 múmias do Museu de Antiguidades Egípcias, no Cairo. As múmias datam de 1981 a.C. a 364 d.C. Os cientistas encontraram evidência de vasos sanguíneos e de tecido do coração em 13 múmias. Em quatro, o coração estava intacto. O grupo confirmou em três delas sinais inequívocos de arteriosclerose, com outras três consideradas como prováveis portadoras de endurecimento arterial. Segundo o estudo, a calcificação se mostrou significativamente mais comum em múmias de indivíduos que morreram com idade estimada de 45 anos ou mais. Não foi verificada diferenças no endurecimento nas artérias entre homens e mulheres. Da múmias analisadas, a mais antiga com arteriosclerose morreu entre 1570 a.C. e 1530 a.C. De acordo com o grupo, o trabalho é novo indicador de que a doença não é exclusiva do homem moderno, uma vez que se fazia presente há mais de 3 mil anos. Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materia/11373/divulgacao-cientifica/problema-moderno-e-antigo.htm# Comente este artigo Envie um e-mail para radiology@radiology.com.br
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