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De Liberal a Refém
 

Nossos serviços, até a década de 70, funcionava como "consultórios Médicos", geralmente centrados na figura de um único profissional e trabalhando exclusivamente com Radiologia ou Medicina nuclear. Nesta época, os hospitais possuíam apenas um ou dois aparelhos de raio X, destinado ao atendimento de pacientes internados, e praticamente todos os diagnósticos e controles eram realizados em clínicas privadas. Existiam, ainda, poucos locais formadores de Radiologistas, os quais, muitas vezes, não preenchiam as vagas oferecidas; aualmente, um pequeno número de especialistas adentrava no mercado. Os serviços requeriam pouco investimento e apresentavam baixo custo na sua manutenção.
Sofremos uma primeira e grande transformação nos anos 80, após a consolidação de novos métodos de diagnóstico como a ultra-sonografia e a tomografia computadorizada. Tornaram-se necessários vultosos investimentos e os serviços não podiam mais ser uniprofissionais, em razão do volume de exames e da diversidade de métodos. Este ambiente se mostrou extremamente favorável aos grandes centros hospitalares, os quais passaram investir pesadamente no setor, tornaram-se referência e passaram a influir decisivamente na especialidade. Como mais um complicador, não havia disponibilidade suficiente de profissionais no mercado, acarretando a migração de outros especialistas para a radiologia.

Os anos 90 se iniciaram sob um novo cenário. O ambiente se mostrava propício a investimentos, em razão das facilidades de crédito e redução de custos dos aparelhos de tomografia e ultra-sonografia, os quais proliferaram por todo o País, e cada um passou a viver dentro do seu mundo particular, com o suficiente para satisfação pessoal. As preocupações da classe se voltaram para a necessidade de dominar as novas técnicas introduzidas, adquirir novos conhecimentos e gerenciar financiamentos internacionais, levando as clínicas privadas a recuperarem sua autoconfiança. Estes fatos determinaram um lamentável descuido com a mais importante e histórica vertente da radiologia brasileira: o nosso grau de coesão. Tudo se mostrava grandioso e fácil. No entanto, o movimento médico nacional entrava em um caminho tortuoso e sem retorno, dominado por medicinas de grupo, seguradoras e até mesmo cooperativas médicas. Sorrateiramente, mas com extremo profissionalismo, elas assumiram o controle e passaram a ditar todas as normas de mercado, impondo preços e condições para os nossos exames.

Com o advento da ressonância magnética, novamente apenas os hospitais conseguiram gerenciar o absurdo custo para sua implantação. Ao longo da década, ocorreu uma perda completa do controle da remuneração, determinada pela exagerada proliferação de serviços e profissionais. Surgiu, ainda, um novo segmento de empresas interessadas em diagnóstico por imagem, representado pelos grandes laboratórios clínicos, em especial na cidade de São Paulo. Implantando complexos de diagnósticos médicos em todas as áreas, prejudicaram qualquer movimento de preservação da remuneração. Porém, eram nítidas e esperadas as dificuldades que esses laboratórios enfrentariam ao se aventurarem por áreas que não dominavam. Realmente, seus resultados, apesar do volume de exames, se tornaram sofríveis , obrigando-os, para sobreviverem, à capitulação ao capital estrangeiro, tradicional solução de mercado aplicado ao comércio, indústria e sistema financeiro, mas jamais utilizada para serviços médicos no Brasil.

O CBR encontram-se atento a todas essas situações e, dentro de suas reais possibilidades e competências, vem desenvolvendo uma série de ações no sentido de municiar seus associados de novos recursos para enfrentá-las, entre as quais podemos destacar: normatização de procedimentos, elaboração de consensos médicos na nossa área, confecção de uma nova lista referencial de remuneração em bases econômicas sustentáveis, aprimoração dos exames de titulação, desenvolvimento de programas de acreditação e qualificação, implantação de cursos de assistência à vida, valorização das residências médicas, etc.
Os vilões da nossa história são facilmente identificáveis. Encontrar as soluções, porém, torna-se cada dia mais difícil e exige o esforço de todos, não só na emissão de pareceres ou opiniões, mas numa efetiva participação e no fortalecimento de nossas entidades. Não se pode deixar cair no esquecimento que a maioria de nossas sociedades nasceu de reuniões informais, tipo clube de radiologistas, onde se trocavam não apenas informações científicas, mas também experiências administrativas e as dificuldades operacionais enfrentadas. Ë hora, pois, de todos voltarem a frequentrar regularmente as nossas filiadas, mostrarem apoio e emprestarem suas vozes e forças às diretorias. Em consonância, as nossas regionais precisam atuar decisivamente em todos os movimentos médicos em defesa da especialidade. A atual diretoria do CBR tem, com muita clareza e lucidez, a opinião de que, isoladamente, todos se tornarão reféns da situação, principalmente das entidades compradoras de serviços.


Ademir Humberto Soares
Presidente da CBR 1999/2002

 

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