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Médicos rejeitam atendimento por Planos de Saúde
 

Um quarto dos médicos brasileiros que atendem em consultórios não aceitam mais planos de saúde. Nestes casos, apenas atendimento particular. A constatação foi obtida, pela primeira vez, através do relatório “Demografia Médica” feito pela Faculdade de Medicina da USP com apoio dos Conselhos Federal e paulista de medicina (CFM e Cremesp).


Segundo analistas do setor, nesta última década, os especialistas passaram a se associar e se concentrar em consultórios para atender os clientes dos planos de saúde. Porém, com a defasagem no valor das consultas, muitos médicos deixaram de atender os convênios e optaram pelo atendimento puramente particular.

Isso é possível nos casos em que o médico depende prioritariamente de consultas,já que os exames e procedimentos cirúrgicos têm um custo maior sendo proibitivos ao público em geral.

“Os 75% dos médicos que ainda atendem os planos também têm reservado cada vez menos espaço na agenda para pacientes conveniados, priorizando particulares” diz o professor da USP Mário Scheffer, coordenador do estudo, em entrevista concedida à repórter da Folha de São Paulo, Cláudia Collucci.

Segundo alguns usuários dos convênios, ao tentar marcar consulta pelo plano a demora chega à meses e se for particular a marcação é imediata.

Um dos principais fatores que estão levando os médicos a só atenderem pacientes particulares ou priorizarem esse tipo de atendimento é a remuneração – a consulta particular chega a custar dez vezes mais que a paga pelo plano. Outros fatores: ausência de burocracia e maior prazo para pagamento dos impostos, já que no caso dos planos de saúde são descontados na fonte; mais tempo para se dedicar ao paciente e consequente melhoria na qualidade do atendimento.

Segundo dados da ANS (Agência Nacional de Saúde), o valor médio da consulta paga pelos convênios está em torno de R$ 60. As entidades médicas defendem um valor de R$ 130. Em consultórios particulares de São Paulo e outras capitais, os preços variam de R$ 200 a R$ 1.500. É importante ressaltar que em algumas localidades o valor da consulta paga pelo convênio não chega a R$ 50.

“Muitos pacientes preferem ficar com os médicos que confiam e pagar a consulta. O que onera o custo para o paciente em geral são os exames e as internações, não as consultas” afirma Bráulio Luna Filho, presidente do Cremesp.

Já os convênios, alegam um volume excessivo de custos assistenciais, para justificar o menor valor da consulta. Pedro Ramos, diretor da Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo), diz que a entidade estuda um novo modelo de remuneração que traga mais equilíbrio e que atenda a todos atores da cadeia de saúde. “Temos que buscar um meio termo em que todos ganhem”.

Ramos destaca que é necessário discutir a remuneração de acordo com o desempenho. “Aquele que melhor cuida do paciente ganha mais. Precisamos também conter o desperdício que drena 20% dos recursos do setor” afirma Ramos.

Numa análise mais aprofundada sobre o comportamento dos médicos em relação aos usuários dos planos de saúde a advogada Renata Vilhena, especialista em direito da saúde, diz que muitos médicos só aceitam atender esses convênios no início da carreira ou até conseguirem uma boa carteira de clientes. Depois, passam a atender só no particular.

Finalmente há que se considerar a alegação dos médicos que têm seus custos aumentando de forma exponencial sem que os valores apresentados pelos planos sofram os reajustes na mesma proporcionalidade.

*Baseado em matéria de Cláudia Collucci publicada na Folha de São Paulo em 28/12/2015

 

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