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Surto de Microcefalia têm novo padrão
 

Resultados de exames e avaliações clínicas nos bebês nascidos em médio ao surto um padrão “totalmente novo” da doença, afirmam médicos que acompanham os casos, relata matéria publicada na Folha de São Paulo de 28/11/205. Segundo estes profissionais os recém natos apresentam alterações cerebrais e no desenvolvimento neuro-psicomotor com características diferentes das registradas em outras causas comuns da microcefalia, o que reforça a suspeita de um novo agente causador: o zika vírus.

O aumento inesperado de casos de bebês com a malformação fez o governo decretar situação de emergência nacional de saúde. Em pouco mais de três meses, o país contabiliza 739 casos suspeitos, cinco vezes maior que a média de 2014.

A maior parte dos exames aponta sinais e calcificação que atingem predominantemente as regiões corticais, camada externa do cérebro, onde há células nervosas enquanto malformações por outras infecções, como citomegalovirus por exemplo, apresentam esta alteração em regiões ventriculares.

“A maior parte das crianças atingidas têm alterações em áreas extensas do cérebro. Têm atrofia, calcificações e aumento ventricular“ comenta o radiologista Adriano Hazin. O médico analisa cerca de oito tomografias por dia relacionadas à patologia no Imip (Instituto de Medicina Fernando Figueira), no Recife.

Segundo a neuropediatra Ana Van der Linden, uma das primeiras a identificar o surto, alguns dos recém-nascidos têm “o cérebro mais liso, ou seja, aparentemente com menor número de circunvoluções”. ”É um padrão totalmente novo. É difícil prever, mas com alterações desse tipo muito provavelmente esses bebês venham a apresentar déficits motores e cognitivos importantes”.

A médica ressalta, porém, que ainda não existem estudo conclusivos sobre este processo evolutivo da doença com relação à gravidade e não se pode generalizar.

A principal hipótese é de que o surto esteja relacionado ao zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Os primeiros dados indicam que as mulheres que relatam sintomas desta virose no primeiro trimestre de gravidez apresentam bebês com sintomas neurológicos mais graves, como a microcefalia, em relação aquelas com sintomas mais tardios. Para confirmar essa relação algumas Secretarias de Saúde estão desenvolvendo protocolos para acompanhar as gestantes.

Entre os bebês já nascidos os impactos no desenvolvimento neuropsicomotor variam. Alguns apresentam uma espécie de “desarmonização” nos movimentos dos membros, mãos e pés, e não localizam bem o rosto à frente, segundo relato do neuropediatra Arthur de Vasconcelos Ribeiro, que atua no Centro de Reabilitação do Rio Grande do Norte. Dependendo do caso, a criança poderá presentar dificuldades na fala e déficit auditivo ou para deambulação. Cerca de 90% dos casos apresentam algum tipo de déficit mental. Também podem apresentar quadro de síndrome convulsiva, além da microcefalia propriamente dita.

“Mas depende do grau de acometimento de cada lesão” lembra a neurologista da AACD , Vanessa Van der Linden – a cerca de dois meses esta médica e a mãe da criança , Ana , foram as primeiras a detectar o suro.

*baseado em matéria de Natália Cancian publicada no caderno cidades da Folha de São Paulo em 28/11/2015.

 

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