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Funções de atenção e análise de conectividade cerebral por RMf
 

Para a obtenção do título de Doutor em Ciências, a Dra. Ana Paulo Valadares Robles

apresentou à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo o trabalho intitulado Estudo Prospectivo das Funções Cognitivas em Epilepsia Idiopática da Infância através da Ressonância Magnética Funcional.

Segundo a autora, pacientes com Epilepsia Idiopática da Infância podem apresentar déficits cognitivos; entretanto, não possuem alterações estruturais detectáveis por técnicas de ressonância magnética funcional (RMf). Até então, não havia sido investigadas as funções de atenção e análise de conectividade cerebral por RMf.

O estudo abordou 57 indivíduos, sendo 23 pacientes com Epilepsia Rolândica (GER), 20 pacientes com Epilepsia de Ausência (GEA) e 14 controles saudáveis (GC). Todos foram submetidos a testes neuropsicológicos para avaliação das funções cognitivas e estudo de RMf em aparelho de 3,0T (Philips Achieva) com paradigma de atenção Stoptask (ST) e coleta de dados em repouso Resting State (RS). O autor analisou os dados neuropsicológicos com o programa FSL (v6.0).

Como resultado, foi constatado que os três grupos diferiram no teste Stroop III (p<0,001: GEA teve maior número de erros) e Repetição de Dígitos – Ordem Indireta (p=0,005: GER e GEA tiveram menor pontuação).

Em relação aos dados de RMf no paradigma ST, os três grupos mostraram resposta cerebral semelhantes, mas com algumas diferenças específicas:

1. Foi observada menor resposta no GER em áreas frontais e temporais à direita e no cerebelo em relação ao GC (p<0,01);

2. Foi observada resposta menor no GEA em áreas frontais e temporais à direita em relação ao GC (p<0,01)

3. Em contrapartida, foi observada resposta maior do GEA em outras áreas frontais bilaterais (p<0,01). As imagens em RS não mostraram diferenças de conectividade entre os grupos (Z>2,3; p<0,01).

A pesquisa mostrou que o melhor desempenho do GEA em relação ao GER e ao GC no número de acertos durante o paradigma ST foi um resultado inesperado, que requer investigação mais detalhada. Os pacientes apresentaram menor atividade cerebral em regiões frontais no hemisfério direito em relação ao grupo controle, o que aponta na direção de que haja disfunção na região frontal (hipofrontalidade), sendo condizente com as alterações em funções executivas observadas.

Para a autora, houve prejuízo cognitivo nos grupos GEA e GER nos testes neuropsicológicos envolvendo atenção e memória de trabalho. Os grupos GER e GEA, em geral, tiveram menor participação de áreas cerebrais frontais na tarefa ST, sendo que o grupo GEA mostrou maior participação de áreas de base frontal em relação ao GC. As redes DMN, DAN e SN no grupo GEA são semelhantes ao GC.

Como conclusão, a autora confirma que houve prejuízo cognitivo dos grupos GEA e GER em subtestes neuropsicológicos envolvendo atenção e memoria de trabalho. O melhor desempenho do GEA em relação ao GER e ao GC no numero de acertos durante o paradigma ST foi um resultado inesperado, que, para ele, requer investigação mais detalhada.

Os pacientes apresentam menor atividade cerebral em regiões frontais do hemisfério direito em relação ao grupo controle, o que levou o autor a concluir que este trabalho aponta na direção de disfunção frontal (hipofrontalidade) condizente com as alterações em funções executivas observadas.

O orientador do trabalho foi o Prof. Dr. Edson Amaro Júnior, que também presidiu a banca. Ela teve como membros os Drs. Claudio Campi de Castro, Mariana Penteado Nucci da Silva, Mara da Graça Morais Martin e Claudia da Costa Leite.

Fonte: InRad News – Maio / Junho – pg. 9

 

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