No banner in farm
 
INÍCIO| ARTIGOS| EVENTOS | CURSOS | NEGÓCIOS| COMUNIDADES | TÉCNICOS | PACIENTES | SHOPPING

Cadastre-se Editorial Mapa do Site Quem Somos

Submarino

 Cadastre-se
Seja um membro do RADIOLOGY.COM.BR e receba notícias, eventos e muito mais em seu e-mail.

Nome:

E-mail:

Residente em Radiologia?
Sim
Não


 Shopping
TC de Alta Resolução do Pulmão
Técnicas Radiológicas

Radiologia: Perguntas e Respostas: o Pequeno Livro Verde
Radiologia Odontológica

Ultra-Sonografia em Obstetrícia e Ginecologia
Compêndio de Radiologia

Ultra-Sonografia em Obstretrícia e Ginecologia
Segredos em Radiologia

Ressonância Magnética em Ortopedia e Medicina Esportiva
Fundamentos de Radiologia

Fundamentos de Radiologia de Squire
Fundamentos de Radiologia e Diagnóstico por Imagem

CVarredura em Ultra-Sonografia: Princípios e Protocolos
Paul & Juhl: Interpretação Radiológica


 Fale Conosco

Informações Gerais

Comercial

 
Do que morremos
 

Pela primeira vez, a principal causa de morte de recém-nascidos no mundo não são as doenças contagiosas, como a tuberculose, pneumonia e diarreia. Segundo um novo artigo na revista científica “Lancet”, em primeiro lugar estão agora as complicações relacionadas ao parto prematuro – o Brasil segue a regra global.

A mudança se deve à queda nas mortes por doenças infecciosas, especialmente nos países mais pobres, e faz parte de uma transição epidemiológica profunda pela qual o mundo e o Brasil passaram nas últimas décadas.

Doenças como gripe e rubéola deixaram de ser tão assustadoras. Os males do mundo contemporâneo são o câncer e doenças do aparelho circulatório como infarto e AVC.

O declínio das mortes por doenças infecciosas e parasitárias tem como grandes causas o acesso às vacinas e a expansão do saneamento básico – embora 36% da população mundial e 19% da brasileira não esteja coberta.

A diminuição da mortalidade infantil, especialmente, tem grande impacto na expectativa de vida.

“Quando uma criança morre, fora a tragédia, perdemos até 80 anos na conta da expectativa de vida; quando um idoso morre, perdem-se apenas alguns”, explica Alexandre Chiavegatto, da Faculdade de Saúde Pública da USP.

Em 1930, a expectativa de vida no Brasil ela era de 32 anos. Hoje, é de 74 anos. No mundo, a variação no mesmo período foi de 38 para 70.

Novas doenças

Segundo o cardiologista Roberto Kalil Filho, a grande fatia epidemiológica ocupada pelas doenças cardiovasculares atualmente decorre do desenvolvimento do país. “Doença cardiovascular é doença de país rico”, diz.

Não é difícil entender: fatores como má alimentação, estresse e falta de atividade física são suas principais causas. Hoje, no Brasil, 39,4% dos homens e 26,6% das mulheres têm pressão arterial elevada, e 16,5% e 22,1% são obesos, respectivamente. Ambos os fatores contribuem para doenças como AVC e infarto.

No caso do câncer, outra causa de morte que só cresce, um dos fatores importantes é a maior presença de idosos na população – no passado, com expectativa de vida de baixa, é como se as pessoas morressem antes dos tumores aparecerem.

A oncologista Maria del Pilar Diz, coordenadora do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, cita ainda que o aumento de casos se deve também a causas como obesidade, que aumenta o risco de alguns tipos de câncer, e exposição a fatores cancerígenos, por exemplo, na poluição. Isso não quer dizer, no entanto, que a batalha contra o câncer esteja perdida.

Segundo José Eluf, professor da Faculdade de Medicina da USP e diretor da Fundação Oncocentro, se descontarmos justamente o envelhecimento da população, a mortalidade devida ao câncer, na verdade, está diminuindo.

Isso se deve, por exemplo, à redução dos casos de mortes por câncer gástrico. Com a redução do fumo, houve diminuição de casos de câncer de pulmão e esôfago.

Del Pilar explica que, a partir das décadas de 1980 e 1990, os fatores que causam câncer, como hábitos de vida e fatores genéticos, passaram a ser melhor estudados.

A esperança é que as curvas de incidência de câncer e de doenças circulatórias possam, um dia, parecer com a das doenças infecciosas.

Fonte: Folha de S. Paulo – 22 de novembro de 2014 (Gabriel Alves)

 

© 2007 - Radiology.com.br