No banner in farm
 
INÍCIO| ARTIGOS| EVENTOS | CURSOS | NEGÓCIOS| COMUNIDADES | TÉCNICOS | PACIENTES | SHOPPING

Cadastre-se Editorial Mapa do Site Quem Somos

Submarino

 Cadastre-se
Seja um membro do RADIOLOGY.COM.BR e receba notícias, eventos e muito mais em seu e-mail.

Nome:

E-mail:

Residente em Radiologia?
Sim
Não


 Shopping
TC de Alta Resolução do Pulmão
Técnicas Radiológicas

Radiologia: Perguntas e Respostas: o Pequeno Livro Verde
Radiologia Odontológica

Ultra-Sonografia em Obstetrícia e Ginecologia
Compêndio de Radiologia

Ultra-Sonografia em Obstretrícia e Ginecologia
Segredos em Radiologia

Ressonância Magnética em Ortopedia e Medicina Esportiva
Fundamentos de Radiologia

Fundamentos de Radiologia de Squire
Fundamentos de Radiologia e Diagnóstico por Imagem

CVarredura em Ultra-Sonografia: Princípios e Protocolos
Paul & Juhl: Interpretação Radiológica


 Fale Conosco

Informações Gerais

Comercial

 
Insatisfação com a saúde supera 92%
 

Os serviços públicos e privados de saúde no Brasil são péssimos, ruins ou regulares (notas de 0 a 7) para 92% dos brasileiros. Em relação ao Sistema Único de Saúde (SUS), 87% dos entrevistados também se mostraram insatisfeitos. Para 54% dos entrevistados, o SUS não merecia notas até 4. Essa avaliação, considerada negativa, integra pesquisa inédita realizada pelo Instituto Datafolha a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Paulista de Medicina (APM).

Segundo a pesquisa, nos últimos dois anos 92% dos brasileiros procuraram algum tipo de atendimento no SUS, sendo que 89% fizeram uso do serviço no período. Sobre a qualidade dos serviços, 70% dos que buscaram o SUS disseram estar insatisfeitos e atribuíram avaliações que variam de péssimo a regular. A percepção mais negativa estava relacionada ao atendimento nas urgências e emergências e nos prontos-socorros. Os entrevistados também reclamaram dos atendimentos nos postos de saúde.

“Trata-se de um censo que confirma o que os médicos denunciam há muito tempo: a saúde não é uma prioridade de governo. É a população, que está sendo mal atendida, quem está dizendo isso. O grau de insatisfação é emblemático e aponta o desejo geral por mudanças profundas na condução dos rumos do país. Essa pesquisa deve gerar a reflexão na sociedade sobre os caminhos a tomar”, afirmou o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila.

De acordo com o inquérito, a saúde no Brasil é apontada como a área de maior importância para 87% dos brasileiros e é também indicada por 57% como tema que de- veria ser tratado como prioridade pelo governo federal. A abrangência do estudo foi nacional, incluindo regiões metropolitanas e cidades do interior de diferentes portes, moradores nas cinco regiões do país. Foram ouvidas 2.418 pessoas – 60% delas residentes no interior – entre os dias 3 a 10 de junho, homens e mulheres com idade superior a 16 anos.

Outras áreas como educação (18%) e com- bate à corrupção (8%) também aparecem com alto nível de prioridade para a população. Contudo, a distância delas para a saúde é significativa. Entre os temas citados pelos entrevistados constam segurança (7%), combate ao desemprego (4%) e moradia (3%). Temas como combate à inflação, meio ambiente e transpor- te despontam com menor grau de prioridade, com menos de 1% na pesquisa.

Espera por procedimento pode levar até um ano

A pesquisa realizada pelo Datafolha apontou ainda que todos os aspectos do atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) têm imagem insatisfatória entre a população brasileira. O tempo de espera para ser atendi- do ou agendar uma consulta, exame, internação, cirurgia ou outro procedimento é um dos pontos mais críticos. Entre os 2.418 entrevistados, pelo menos 30% declararam estar aguardando ou ter alguém na família aguardando a marcação ou realização de algum procedimento pelo SUS. Até 22% dos que possuem planos de saúde disseram aguardar algum tipo de atendimento pela rede pública. “Estamos falando de necessidades vitais, que é manter a saúde”, afirmou Roberto D´Avila.

Só dois entre cada dez entrevistados conseguiram ser atendidos em até um mês no seu pedido de consulta, exame, internação, cirurgia ou procedimento específico (quimioterapia ou hemodiálise, por exemplo). Para quase metade da população esse tempo é ainda maior, podendo chegar a seis meses. O mais grave é que, dentre os que aguardam algum procedimento ou agendamento, significativa parcela da população (29%) espera há mais de seis meses para ter seu pedido atendido, sendo que mais da metade desse grupo espera há mais de um ano.

Dos que buscaram acesso ao SUS, mais da metade dos entrevistados relatou ser difícil ou muito difícil conseguir o serviço pretendido, especial- mente cirurgias, atendimento domiciliar e procedimentos específicos, como hemodiálise e quimioterapia. Para 67% dos entrevistados, o acesso a cirurgias nos últimos dois anos foi muito difícil; 56% apontaram o acesso a procedimentos específicos (quimioterapia, radioterapia e hemodiálise) também como muito difícil; e 55% consideraram o acesso a internações hospitalares também como muito difícil. O grupo que passa mais tempo aguardando atendimento do SUS são as mulheres com idade entre 25 e 55 anos residentes no Sudeste e nas regiões metropolitanas.

Dos que utilizaram os serviços de emergência, 69% deram nota até sete, que vai do péssimo ao regular, sendo que 31% desses deram nota até quatro. Em relação ao acesso a médicos especialistas, a avaliação de 55% dos entrevistados foi de até quatro e 30% de cinco a sete. "Trata-se de situação extremamente delicada, especialmente para a população menos favorecida. Esta espera prolongada pode fazer a diferença entre a vida e a morte. Cabe ao governo assumir sua responsabilidade e evitar danos maiores", ressaltou o 1º secretário do CFM, Desiré Callegari.

 

© 2007 - Radiology.com.br