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Dr. Fernandes e Dr. Cavalcanti são homenageados na JPR 2013-04-22
 

Dr. João Luiz Fernandes é o Presidente de Honra do evento. Desde 1975, se dedica quase que exclusivamente a Radiologia do Sistema Osteoarticular e há sete anos trabalha como radiologista do grupo Image Memorial-DASA, Salvador, Bahia, participando do programa de treinamento de R4 na área de musculoesquelético e fazendo “segunda opinião” de casos de radiologia convencional, TC e RM da referida especialidade. Tem feito rotineiramente via Internet segunda opinião de casos para colegas de todo Brasil e está também trabalhando em um projeto de um livro de Radiologia Convencional Osteoarticular.

“Por nunca ter exercido minha atividade profissional em São Paulo e por existirem tantos radiologistas tão ou mais qualificados do que eu, a minha reação inicial foi de surpresa com a escolha de meu nome para essa homenagem da SPR. A explicação que me pareceu posteriormente mais lógica foi de que a SPR quis, ao me escolher, prestar uma homenagem a todos os colegas que, como eu, dedicam grande parte de sua atividade profissional ao ensino da Radiologia fora do ambiente universitário.

Além de agradecer a todos os amigos dirigentes da SPR por essa grande manifestação de carinho, quero dizer que procurarei sempre honrar na minha atividade profissional esse título tão importante para minha carreira profissional.

Para mim essa JPR será um pouco diferente de todas as outras de que participei, pois terá uma grande carga emotiva. Além da emoção natural do recebimento da Homenagem de Presidente de Honra da Jornada participarei também como debatedor da Sessão de Interpretação de Imagens, o que também exige grande controle emocional.

Tenho certeza de que mais uma vez a JPR 2013 vai ser o maior fórum brasileiro e um dos maiores internacionais de aprendizado e troca de informações científicas da nossa especialidade. Como sempre vai ser também uma oportunidade de rever os amigos de todo o Brasil que certamente estarão presentes no evento. Outro aspecto muito importante é a grande exposição comercial que dá oportunidade a todos os radiologistas de conhecerem de perto os grandes avanços técnicos do Diagnóstico por Imagem”.

Dr. Antonio Cavalcanti é o Patrono do Evento

Dr. Cavalcanti se aposentou em janeiro. “Todo mundo fala que você tem que se aposentar no auge. Se isso fosse verdade eu teria que ter me aposentado em dezembro de 1977, quando a clínica comprou o primeiro aparelho de ultrassom. Até ali só havia a Radiologia convencional e eu tinha experiência de dez anos na atividade (provavelmente sabia 1% da Radiologia). Hoje, 35 anos depois, com Ultrassom, Mamografia, Tomografia Computadorizada, Densitometria Óssea e Ressonância Magnética, talvez saiba 0,0000001% ou menos de toda a Radiologia”, define.

Ainda sobre a aposentadoria, ele afirma: “É lógico que com 71 anos você não tenha tanta segurança e confiança no seu trabalho, sua capacidade de concentração diminui e a disposição para estudar não é mais a mesma e, além disso, existe o espectro do Dr. Alze (como os íntimos chamam o Dr. Alzheimer). Daqui para frente pretendo me dedicar mais intensamente a uma das melhores atividades da humanidade: curtir os netos!”, finaliza.

“Para mim foi uma surpresa ser escolhido porque não me julgo merecedor de nenhuma homenagem especial, pois, ao longo de 43 anos de Radiologia, nada fiz de excepcional. Acredito que a diretoria quis homenagear toda a minha geração e me escolheu para representá-la.

Tive a oportunidade de estar presente em todas as Jornadas e ao longo desse tempo acompanhar toda a evolução e transformação da Radiologia.

Na questão acadêmica, durante 35 anos trabalhando no Hospital das Clínicas da USP em São Paulo, pude aprender muito com os meus mestres e me manter relativamente atualizado. Porém, o que mais me deu satisfação foi ajudar nos primeiros passos de vários residentes que se transformaram em grandes mestres hoje (são tantos que não dá para listar todos).

Trabalhei também em Jundiaí como professor de Radiologia na Faculdade de Medicina durante 17 anos e pude observar que as enormes diferenças, dos recursos do HC de São Paulo e do Hospital São Vicente de Jundiaí, das instalações das Faculdades (a de São Paulo que já tinha o curso de medicina há 60 anos e a outra iniciando o curso no começo dos anos 70), não faziam diferença no entusiasmo dos alunos. Os mais esforçados de Jundiaí conseguiam entrar nas melhores residências do país.

Na questão profissional, fora os Hospitais Escola, fiz a minha carreira principalmente em Jundiaí, com vários colegas, principalmente o Dr. Ghassan, também merecedores, tanto quanto eu, dessa lembrança da SPR. Na realidade acho que todos os radiologistas que trabalham por conta própria são guerreiros que lutam no dia a dia pela sobrevivência da Radiologia bem feita. Manter a qualidade dos serviços quando todas as condições são desfavoráveis: falta de reajustes nas tabelas; custos crescentes de aluguel, luz, impostos, mão de obra (com ações trabalhistas injustificadas), e principalmente com concorrência desleal: serviços de baixa qualidade com preços abaixo do custo operacional de um serviço qualificado; pagamento de propinas para médicos, secretárias, gerentes de grupos médicos etc. Como não existem milagres, a única maneira de sobreviver foi aumentando muito o número de exames, para diminuir o impacto dos custos fixos.

Na questão corporativa tive a oportunidade de trabalhar em alguns cargos em comissões variadas na SPR e fui secretário da mesma na gestão dos saudosos Drs. Sidnei de Souza Almeida (presidente); Luiz Karpovas (tesoureiro); Feres Secaf (que era o nosso guru) e Walter Bonfim Pontes e Marcelo de Almeida Toledo (responsáveis pelo Jornal da Imagem e Revista da Imagem que foram fundados naquela administração).

Com todas as mudanças e evoluções na área da Radiologia, vejo que eventos como a Jornada Paulista, o Congresso Brasileiro e o RSNA vão ser cada vez muito mais sociais e comerciais, focando a parte científica numa avaliação geral da Radiologia como um todo.

Com a multiplicação desenfreada das subespecializações, os colegas estão começando a achar que congressos menores das suas respectivas subespecialidades apresentam mais resultado na parte científica, porque são realizados em cidades pequenas, freqüentados por menor número de colegas (geralmente os mesmos todos os anos) facilitando os relacionamentos, os diálogos e os intercâmbios, sem o alvoroço dos grandes eventos.

Certa vez, um colega neurorradiologista me perguntou na terça-feira na hora do almoço durante o RSNA se eu podia dar indicações de passeios em Chicago. Respondi: “E o Congresso?”, e ele: “Eu já vi tudo o que eu queria ver”. Os animais em extinção (Radiologistas Gerais) que ficassem 365 dias no RSNA não teriam visto todas as informações disponíveis.

A população em geral acha que os médicos sabem tudo, de todas as especialidades e de modo geral as pessoas reagem mal quando você diz que não sabe responder a uma pergunta. “Mas o senhor não é medico?” Para elas é mais fácil admitir que um advogado seja apenas trabalhista ou criminalista ou civil etc., ou que um engenheiro naval não consiga projetar um avião.

A realização junto com o Congresso Mundial de Ultrassom vai ser espetacular para os ultrassonografistas, principalmente os que não teriam condição de freqüentar outros Congressos em Cingapura ou Sidney, por exemplo.

Ao longo dos últimos 25 anos, pude observar que o enorme abismo entre o RSNA e a Jornada Paulista e o Congresso Brasileiro vem diminuindo progressivamente. Se não
fosse o nosso idioma, com certeza teríamos mais frequentadores internacionais nos nossos eventos. Por enquanto, pudemos observar a freqüência cada vez maior dos nossos “hermanos de Sud America” que bem ou mal se viram no “portunhol”.

Pena que os radiologistas gerais não possam dedicar todo o seu tempo para a ultrassonografia, porque obrigatoriamente terão que acompanhar os desenvolvimentos tecnológicos de outras subespecialidades.

Um radiologista não pode exercer a sua atividade sozinho. Precisa do envolvimento de inúmeros colaboradores, principalmente no objetivo de atender bem os pacientes. Sabendo que não basta apenas fazer um exame bem feito (é fundamental entender que essas pessoas estão precisando de ajuda); é responsabilidade de toda a equipe atendê-las com dignidade.

Nessa altura, devo fazer um agradecimento público a todos os colaboradores que se envolveram muito no desenvolvimento das nossas atividades, excedendo sempre suas obrigações: médicos, biomédicos, técnicos, funcionários e outros profissionais que viabilizaram a realização do sonho de todos nós: fazer uma medicina decente voltada para os pacientes.”

Fonte: Jornal da Imagem Edição 415 - 03/2013

 

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