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Valor da PET/CT na abordagem do câncer de cabeça e pescoço
 

Otávio Alberto Curioni; Ricardo Pires de Souza; Ali Amar; Débora Viana; Abrão Rapoport; Rogério Aparecido Dedivitis; Claudio Roberto Cernea; Lenine Garcia Brandão

Mais de 630.000 casos novos e cerca de 250.000 óbitos por câncer de cabeça e pescoço são estimados por ano na população mundial. As taxas de incidência padronizadas são 15,3 por 100.000 homens e 4,5 por 100.000 mulheres.

O tratamento do carcinoma epidermóide de cabeça e pescoço é variável de acordo com a localização anatômica do tumor e o estádio da doença. Para a maioria dos casos nos estádios iniciais a ressecção cirúrgica é a primeira escolha de tratamento, e para as lesões avançadas impõe-se o tratamento combinado, associando-se radioterapia e/ou quimioterapia.

No Brasil, a sobrevida de cinco anos após o diagnóstico de câncer de boca e orofaringe ainda é inferior a 50%, refletindo resultados também obtidos em outros centros. Em razão disto, recentes inovações foram introduzidas buscando melhorar resultados clínicos no tratamento do câncer de cabeça e pescoço.

Novas técnicas de radioterapia, tais como radioterapia com intensidade modulada (IMRT), radioterapia guiada com imagem (IGRT), uso de agentes com alvo determinado e novas técnicas cirúrgicas, incluindo biópsia de linfonodo sentinela e técnicas de reconstrução com microcirurgias, também têm apresentado potencial para melhorar os resultados terapêuticos.

Em adição a essas inovações, a implementação de exames de diagnóstico por imagem, entre eles a tomografia por emissão de pósitrons associada à tomografia computadorizada sob a forma de fusão de imagens (PET/CT), tem sugerido impacto positivo nos resultados de tratamento por oferecer, provavelmente, melhor definição da extensão da doença primária e metastática. Tais potencialidades do método podem eventualmente conduzir a mais completo estadiamento na doença de novo e melhor capacidade de seguimento destes pacientes, especialmente na identificação da recidiva precoce,o que, eventualmente, poderia representar importante ferramenta na avaliação prognostica.

Imagens utilizando 18-fluordesoxiglicose (FDG), o radiofármaco mais empregado – porém, não único – na realização desse exame, têm-se tornado padrão para muitas doenças malignas, principalmente por sua alta sensibilidade e alto valor preditivo negativo, possibilitando, assim, alterar decisões terapêuticas, particularmente se comparadas aos métodos convencionais, tais como a PET isolada (sem a fusão de imagens com a tomografia computadorizada), a tomografia computadorizada isolada e a ressonância magnética.

Apesar de evidências encontradas em algumas publicações, o uso da FDG-PET/CT em cabeça e pescoço merece ponderações. Exemplo disso é a não inclusão deste exame nos protocolos da National Comprehensive Câncer Network como rotina de estadiamento por imagem. A despeito da não aceitação global da PET/CT nos protocolos de estadiamento e grupos cooperativos, encontra-se razoável número de publicações que tentam examinar o papel deste exame no manejo do câncer de cabeça e pescoço.

Em cabeça e pescoço, várias situações apresentam-se como potenciais condições em que a PET/CT, em tese, poderia oferecer auxílio. As principais situações clínicas na oncologia de cabeça e pescoço abrangem o estadiamento inicial e a pesquisa de doença metastática linfonodal e hematogênica, a detecção de lesões primárias em casos de tumor primário oculto, a avaliação de resposta ao tratamento radio e/ou quimioterápico e a pesquisa de recorrência precoce da doença e de segundo tumor primário, havendo, em todas as condições acima, potencialidades de mudança de conduta.

A incidência de segundo tumor variou, em algumas séries, de 11,1% a 12,9%, já a doença linfonodal apresentou especificidade de 87% a 100% e sensibilidade entre 47% e 100%.

Fonte: Radiol Brás. 2012 Nov/Dez;45(6):319-325

 

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