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Aterosclerose coronária em pacientes com Doença de Chagas
 

Com o tema “Avaliação de aterosclerose coronária em pacientes com Doença de Chagas por tomografia computadorizada de múltiplos detectores”, o dr. Sávio José de Meneses Cardoso, submeteu-se a concurso, realizado no ultimo dia 26 de julho, para obtenção do titulo de Doutor em Radiologia, pelo Programa de Pós Graduação da Faculdade de Medicina da USP.

A banca examinadora esteve constituída pelos professores Carlos Eduardo Rochite, presidente e orientador, André Schmidt, Bárbara Maria Ianni, Fabio Fernandes e José Cláudio Meneghetti.

“A doença de Chagas (DCh ), mesmo após o centenário da sua descoberta, pelo pesquisador mineiro Carlos Justiniano Chagas e com a realização de estudos recentes, os mecanismos patogênicos do envolvimento cardíaco ainda não foram totalmente esclarecidos e a complexa interação parasito-hospedeiro continua apresentando-se como um desafio para os médicos”, destaca o autor em suas considerações iniciais.

Referida como a maior causa de miocardite no mundo, essa patologia apresenta área de risco de infecção que se estende desde o sul dos EUA até o sul da Argentina e ainda representas um grave problema de saúde publica na América Latina, com elevadas taxas de morbidade e mortalidade. No Brasil, é a quarta causa de morte entre as doenças infectoparasitárias. “Estima-se haver cerca de 1,9 milhões de portadores da DCh no pais”, informa o dr. Sávio Cardoso.

Ao definir a proposta do trabalho ele enfatiza que “a angiografia coronária por tomografia computadorizada (ATC), em aparelho de múltiplas colunas detectores, é o método não invasivo de alta acurácia que permite o diagnostico precoce de placas ateromatosas, obstrutivas ou não, e que poderia detectar a freqüência de DAC (Doença Arterial Coronariana) neste grupo de pacientes.

A proposta do trabalho foi investigar a presença de aterosclerose coronária em pacientes com Doença de Chagas, comparando com um grupo controle de indivíduos assintomáticos e sem doença coronária conhecida, utilizando essa tecnologia.

Foram estudados 43 pacientes portadores da Doença de Chagas, sendo 16 (37,2%) homens. O grupo controle foi composto por 66 indivíduos não portadores da doença, sendo 28 (42,4%) homens. Os grupos foram pareados pelo escore de risco de Framingham, respeitando-se a mesma faixa de risco (baixo, intermediário e alto), além do pareamento por sexo e faixa etária. Os exames foram realizados em tomografia computadorizada de 320 colunas de detectores e o diagnóstico de DAC foi definido pela presença de placa aterosclerótica, mesmo sem causar obstrutiva luminal.

A Doença Arterial Coronária obstrutiva significativa foi considerada pela presença de ao menos uma placa causando redução maior do que 50% do diâmetro da luz arterial.

Foram observadas diferenças significativas nos parâmetros relacionados à DAC, sendo sua freqüência significativamente menor nos pacientes portadores da Doença de Chagas. A presença de DAC foi observada em 9 indivíduos (20,9%) portadores da DCh e em 32 indivíduos do grupo controle (48,5%), com p=0,004. A magnitude da estenose coronária foi significativamente menor nos pacientes com DCh que nos controles na análise por paciente, por território e por segmentos coronários (p<0,001 e p=0,045, respectivamente).

O autor conclui que os pacientes portadores da Doença de Chagas apresentam baixa freqüência de Doença Arterial Coronária definida pela tomografia computadorizada, estabelecendo também que a frequência de DAC, obstrutiva ou não, em pacientes com Doença de Chagas foi significativamente menor que a observada no grupo controle de pacientes sem DAC prévia conhecida.

Fonte: Inrad News

 

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