Filme Radiológico: coisa do passado
Dr. Aldemir Humberto Soares*
A Associação Médica brasileira ( AMB) publicou em outubro a 5ª versão da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos ( CBHPM), a qual traz importante modificação para os serviços de Radiologia e Diagnósticos por Imagem: a tradicional coluna de quantificação de filmes , para efeito de custos dos exames , passa a ser aparessentada como filmes ou documentação.
A evolução que ocorreu em nossas especialidades, além dos novos métodos e equipamentos, também aconteceu no modo de apresentação dos exames. Estes atualmente, podem ser impressos não só nos conhecidos filmes radiológicos como em transparência , CD, DVD, pen-drive e até mesmo em papel.
O que todos devem ter ciência e, inclusive ajudar a difundir, perante a classe médica, os pacientes e principalmente operadoras de planos de saúde é que independentemente da apresentação, os nossos serviços têm condições de garantir a manutenção da qualidade de cada imagem realizada, e que a mesma consegue respaldar técnica e cientificamente os resultados dos exames.
Por outro lado, não menos importante é mostrar que a aparente e comentada redução de custos nem sempre é verdadeira. Basta lembrar que qualquer dos métodos escolhidos exigirá investimentos em equipamentos apropriados e aquisição de novas tecnologias.
Portanto, para o efeito de custo financeiro com documentação os valores de ressarcimento pelos planos de saúde devem ser mantidos nos mesmos patamares.
A proposta aprovada pela AMB , inclusive pela câmara técnica da CBHPM que inclui representantes de todos os segmentos das operadoras, é que o índice permaneça o mesmo dos filmes e o fator de conversão seja mantido e atualizado pelo CBR , como sempre ocorreu.
Este fato deve ser sempre realçado, pois ele garante a possibilidade dos serviços investirem nas novas tecnologias, privilegiando a qualidade dos exames, além da comodidade que as novas mídias oferecem.
No momento em que o mundo todo repensa seus valores e cuidados com resídulos , as novas tecnologias oportunizam aos serviços de radiologia prestar mais um grande serviço à humanidade como um todo, ao abrir a possibilidade concreta de acabar com o filme radiológico e a sua complexidade residual e de processamento com utilização em larga escala de produtos químicos.
Nossas especialidades contribuirão muito para a ecologia, o verde e a redução do aquecimento global.
*Dr. Aldemir Humberto Soares é Diretor Responsável pelo Boletim do CBR
Matéria publicada originalmente no Boletim do CBR dezembro2008 pág. 7
Postado por Aldemir, às 16:50 pm
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